Ensinado por um Coxo
Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais. João 8:11
A aplicação prática das palavras de Jesus é ilustrada pelo seguinte encontro entre um condutor de trem e um homem coxo.
Certo homem, com uma bengala em uma das mãos e sua mala na outra, aproximou-se vagarosamente da porta do vagão de um trem. Já era hora de o trem partir, mas o idoso homem não parecia ter pressa de embarcar.
O jovem condutor, exibindo um alinhado uniforme, observava-o com desdém. Por fim, gritou:
– Ei, seu aleijadinho, é melhor entrar, se não o trem parte sem você!
Mais tarde, quando o condutor pediu o bilhete da passagem, o velho respondeu:
– Eu não pago.
– Quem pensa que é? Lógico que vai pagar – disse o condutor com a mão estendida.
– Não, senhor.
– Então desembarca na próxima estação! – falou asperamente o condutor. – Ninguém viaja de graça neste trem!
Carrancudo, o condutor continuou pelo corredor, verificando as passagens. Um dos passageiros perguntou:
– Sabe quem é o senhor coxo com quem esteve falando?
– Não, e não me interesso em saber.
– Bem, se fosse você, eu me interessaria muito – respondeu o passageiro. – Ele é Peter Warburton, o presidente da viação férrea.
O condutor ficou pálido.
– Tem certeza?
– Conheço-o pessoalmente. É Peter Warburton.
Após concluir sua tarefa de recolher as passagens, o condutor envergonhado aproximou-se do idoso senhor novamente. Entregou a ele seus livros de controle e as passagens.
– Estou pedindo demissão, senhor – disse o condutor.
– Sente-se, filho – ordenou gentilmente o Sr. Warburton. – Quero falar com você. Não é necessário que você se demita. Não tenho desejo de vingança. Você foi rude. Eu poderia demiti-lo, mas não o farei. No futuro, seja educado com todos os que viajarem neste trem. Aqui estão seus livros e as passagens. Apenas lembre-se de que todas as pessoas, independentemente da aparência, são dignas do seu respeito. Todos merecem ser tratados com bondade.
– Sim, senhor! Muito obrigado, senhor! – respondeu o atônito funcionário.
Mantendo a Amizade
Perdão é não conservar um pecado no registro de alguém. É tratar a pessoa como se a ofensa nunca tivesse existido.
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